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  • 03/ago 12:32
    Por Rafael Cataldo

    Uma boa carteira de investimentos é a chave para um investidor ter sucesso, pois de acordo com seu perfil de investidor, deve escolher os produtos que irão compor sua carteira. Já falamos anteriormente em perfis de investidor que o mercado de uma forma geral traça de acordo com 3 pontos chaves do investidor: idade, horizonte de tempo de permanência do capital aplicado e tolerância a riscos/perdas. 

    Cada instituição dá um nome aos seus perfis mas devem seguir orientações da CVM e da ANBIMA que orientam as instituições afiliadas a no mínimo criar 3 classificações:  
    “…
    perfil 1: investidor que declara possuir baixa tolerância a risco e que prioriza investimentos em produtos de investimento com liquidez; 

    II. perfil 2: investidor que declara média tolerância a risco e busca a preservação de seu capital no longo prazo, com disposição a destinar uma parte de seus recursos a investimentos de maior risco;

    e III. perfil 3: investidor que declara tolerância a risco e aceita potenciais perdas em busca de maiores retornos; 
    …”
    Fonte: https://www.anbima.com.br/pt_br/noticias/cvm-e-anbima-orientam-sobre-metodologia-de-classificacao-do-perfil-dos-investidores.htm

    Passado o primeiro passo da análise do perfil de investidor, vamos a montagem da carteira de investimentos alinhada a este perfil. Uma das formas de selecionar os ativos é acompanhar recomendações de carteiras recomendadas por instituições financeiras e empresas e profissionais especializados em research de investimentos.

    Researchs

    Empresas como a Suno Research, Empiricus, Eleven Financial Research, Levante, Nord Research entre outras, além das próprias instituições financeiras como bancos e corretoras, podem fazer as recomendações de investimentos, pois contam com toda a expertise de profissionais devidamente certificados e aptos à realizar as análises que viabilizam as recomendações.

    Algumas destas empresas podem ter seus serviços contratados por assinaturas, cada uma com seus planos e parceiros negociais, bancos e corretoras, que liberam aos seus clientes estas informações e carteiras recomendadas, além de análises de mercado macroeconômico e outros aspectos.

    Bons escritórios de investimentos assinam estas avaliações para receber análises estratégicas de mercado e assim conduzir o relacionamento com seus clientes de forma que seus assessores sempre tenham informações a agregar aos clientes visto que legalmente falando, o assessor em si não pode fazer a recomendação.

    Carteiras

    Estas casas de research e as instituições financeiras então criam suas carteiras recomendadas, que nada mais são do que uma seleção de ativos para que o investidor tenha sugestões prévias com boas chances de rentabilizar sua carteira, uma vez que analisar todas as informações do mercado requer um trabalho árduo, quase impossível de ser realizado por apenas uma mente. Por mais diferenciado que seja o investidor, ter a visão ampla de tudo o que acontece no mercado financeiro e analisar fatores como o risco país, as temporadas de balanços de grandes empresas, tendências de mercados, cenário internacional de comércio exterior e câmbio, políticas internas e externas, guerras… é impossível. 

    Daí a importância de receber resumos de análises e carteiras recomendadas, pois assim você pode pegar o melhor dos resumos, ver que ativos aparecem em carteiras de diferentes recomendadores e assim criar sua carteira.

    Tipos

    Essas carteiras recomendadas podem ser classificadas e nomeadas de acordo com quem as faz, exemplos comuns: carteira de renda fixa, carteira de ações pagadoras de dividendos, carteira small caps, carteira de fundos imobiliários, carteiras de ETFs… e assim vai uma infinidade de carteiras. O importante é você ver qual research lhe agrada, até mesmo na forma de comunicação e abordagem e assim colocá-la no seu radar de informações relevantes.

    Existem diferentes tipos de recomendações, algumas utilizando técnicas de persuasão, storytelling e/ou técnicas de copywriting podem parecer sensacionalistas, apocalípticas ou mesmo extremamente conservadoras. Alguns analistas das casas de análise (Research) apresentam visão mais Macro, observando o comportamento dos juros e da moeda, outros possuem foco em Small Caps (as pequenas entre as grandes empresas da B3). Cada uma dessas abordagens buscam falar para um público, perfil ou segmento específico de leitor e/ou investidor.  Afinal, se cada cliente tem uma cabeça, cada um deverá ter também sua própria carteira, com sua própria diversificação.

    Periodicidade das Carteiras Recomendadas

    Geralmente as carteiras recomendadas são mensais, até mesmo por que quanto maior a dinâmica e renovação das recomendações mais relevantes e necessárias ao investidor a research é e vende seu conteúdo de alguma forma. Mas nada impede de serem semanais ou de mais longo prazo para certos ativos. 

    Carteira Recomendadas x Carteira Administradas

    As carteiras recomendadas são as dicas que as empresas divulgam com o mercado. Dicas estas que mais uma vez recomendo serem utilizadas para a montagem de carteiras iniciantes ou de investidores atribulados e muito ocupados para selecionar ativos no mar do mercado financeiro.

    Já as carteiras administradas são serviços de bancos e corretoras prestados à investidores com patrimônios relevantes e que contam com, além da assessoria de investimentos, uma gestão ativa de suas aplicações, onde a corretora tem uma certa autonomia para, dentro de parâmetros pré estabelecidos, realizar aplicações e resgates pelo investidor, sempre dentro dos mais altos indicadores de performance.

    Fechamento

    Se tem interesse em informações do mercado financeiro, fique atento as carteiras recomendadas, as análises de mercado destas empresas especializadas em investimentos e as cartas dos gestores de fundos (dica extra). Atente-se ao seu perfil de consumo de conteúdo, se possível assine a research com a qual mais se identifique e, claro, além de observar o histórico de performance, verifique outras informações. Seja curioso e mantenha uma postura investigativa.

    Até o próximo artigo.

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