Capitão América percorre as ruas da cidade conscientizando crianças sobre os cuidados contra a covid-19

18/abr 11:17
Por Luana Motta

“Avante, Vingadores!”, nos quadrinhos esse é o bordão usado por um dos principais personagens da Marvel Comics, o Capitão América. Mas na vida real, o Capitão América que atua nas ruas de Petrópolis não tem bem um bordão, mas transmite uma mensagem que também pode salvar vidas. Esse herói dos quadrinhos é o sargento da Polícia Militar, Everaldo Pinto, que há um ano faz um trabalho social para crianças conscientizando sobre a importância dos cuidados contra a covid-19.

No ano passado, Everaldo comprou uma roupa cosplay do Capitão América para brincar com dois filhos, um de 2 anos e um de 9 anos, que são fãs do herói. Mas quando chegou a pandemia, com todas as crianças em casa, ele teve a ideia de gravar vídeos para entreter e também dar um conforto nesse momento. “Comecei gravando vídeos para crianças que estavam passando por algum problema, os pais me diziam o que era e eu gravava de acordo pra incentivar a criança”, conta Everaldo. Ele chegou a gravar uma média de 30 vídeos por semana. Mas a maior queixa dos pais era a adaptação a máscara de proteção.

Vestido de Capitão América, Everaldo percorre as ruas da cidade conversando e conscientizando as crianças. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Seguindo todos os protocolos de prevenção a covid-19, Everaldo começou a visitar crianças que tinham perdido algum ente querido. Visitou Teresópolis, sua cidade natal, e Duque de Caxias. Até que surgiu a ideia de começar um projeto contínuo de visitas em Petrópolis. Toda semana ele sai pelos bairros, com sua moto Harley Davidson, como a do personagem, para distribuir kits, com máscara e álcool gel.

Embora seja o Capitão América que entregue os kits, um corrente do bem, como os Vingadores, se formou nos bastidores do projeto, que envolve a costureira que confecciona das máscaras, o fornecedor do álcool em gel e até a esposa de Everaldo que faz a montagem dos kits. Além de amigos e conhecidos que colaboram na entrega do material. Toda logística das visitas é pensada para que não gere aglomeração e, principalmente, a mensagem de cuidado seja transmitida.

“As crianças estão sofrendo muito com a pandemia, eu não tenho como ajudar os pais. Mas a criança sofre muito, trancada em casa, sem poder sair. Já não tinha muito recurso, e agora então menos ainda. Não pode ir para um parque não pode ir para a rua”, disse.

Everaldo desenvolve trabalhos sociais há muitos anos e conta que sua maior recompensa é o que faz pelos outros. “O que fica é a empatia, o me preocupar com o próximo. A minha gratificação é fazer a minha parte, o meu legado no fim da minha vida vai ser o que eu fiz pelas pessoas de bom. O legado que quero deixar para meus filhos é que eles vejam: poxa, desde que eu nasci meu pai faz um trabalho bacana, ajuda dos outros. Essa é a recompensa, fazer o bem para alguém, fazer o bem pelo próximo”, disse Everaldo.

Últimas