• Brehme, herói da Alemanha na final da Copa do Mundo de 1990, morre aos 63 anos

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  • 20/fev 09:22
    Por Estadão

    Andreas Brehme, herói da Alemanha na final da Copa do Mundo de 1990, morreu na madrugada desta terça-feira, aos 63 anos. O jogador marcou o gol, de pênalti, que deu a vitória, por 1 a 0, aos alemães sobre a Argentina na decisão do Mundial da Itália. A informação da morte foi confirmada pelo Bayern de Munique, clube pelo qual teve passagem marcante.

    “O Bayern de Munique está profundamente comovido com a repentina morte de Andreas Brehme”, disse o clube bávaro, em comunicado oficial. “Sempre levaremos Andreas Brehme em nosso coração, como campeão do mundo e como uma pessoa muito especial.”

    Brehme atuou pela seleção alemã em 86 partidas e marcou oito gols. Canhoto, o lateral-esquerdo cobrou pênalti com a perna direita na final do Mundial de 1990 para confundir o goleiro argentino Sergio Goycochea, especialista em defender penalidades à época.

    Naquele ano, ele ficou em terceiro lugar no prêmio Bola de Ouro, concedido pela revistas France Football. Brehme também defendeu a Alemanha nas Copas de 1986, quando o time foi vice-campeão, no México, e 1994, nos Estados Unidos.

    Natural de Hamburgo, Brehme começou a carreira no modesto HSV Barmbek-Uhlenhorst, passando pelo Saarbrücken até chegar no Kaiserslautern, onde jogou por cinco anos e foi multicampeão. Ele chamou a atenção do gigante Bayern de Munique e foi contratado pelo clube bávaro em 1986, permanecendo por duas temporadas e ergueu o troféu do Campeonato Alemão.

    O lateral-esquerdo, que por vezes também atuava como volante, jogou também na Inter de Milão, onde conquistou o Campeonato Italiano e a Copa da Uefa (atual Liga Europa), e defendeu o Real Zaragoza, da Espanha, antes de retornar ao Kaiserslautern para encerrar a carreira, pendurando as chuteiras oficialmente em 1998.

    Andreas Brehme chegou a trabalhar como técnico entre 2000 e 2005, mas sem sucesso. Ele deixou de trabalhar no futebol em 2006, quando foi assistente de Giovanni Trapattoni, no Stuttgart. O jogador acumulou dívidas na casa dos 200 mil euros (R$ 625 mil, na cotação da época) e passou por graves problemas financeiros nos anos seguintes. Em 2020, o lateral leiloou a bola do título da Copa de 1990 para arrecadar fundos no combate à pandemia da covid-19 na Itália.

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