• Bia Haddad e Carol Meligeni exaltam torcida e recorde de público no Ibirapuera

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  • 14/abr 08:30
    Por Felipe Rosa Mendes / Estadão

    A classificação para a fase final da Billie Jean King Cup não veio para o Brasil, neste fim de semana, em São Paulo. Mas as tenistas brasileiras foram unânimes em apontar um saldo positivo no confronto com a Alemanha: a presença maciça da torcida no Ginásio do Ibirapuera. O local bateu recorde de público para um torneio de tênis no Brasil, com cerca de 9.600 presentes.

    Embora não tenha lotado o ginásio, a torcida fez a diferença nas partidas, na avaliação das tenistas. “Gosto de jogar com a torcida, de sentir que não estou sozinha, que todo mundo está jogando comigo. Sentimos a diferença. Acho que é uma das maiores armas que podemos trazer para o confronto. Isso precisa ser usado 100%. As pessoas se sentem mais presentes no jogo, o brasileiro gosta dessa energia”, disse Laura Pigossi.

    Última tenista brasileira a entrar em quadra, Carolina Meligeni também exaltou a presença da torcida. E admitiu que nunca havia jogado diante de tantos torcedores brasileiros em sua carreira.

    “Temos que usar todos os recursos que estão nas nossas mãos. Estávamos em um cenário complicado, então precisávamos deixá-las o mais desconfortável possível e a torcida nos empurrou o bastante para nos deixar perto da virada”, comentou a sobrinha de Fernando Meligeni.

    A torcida fez a festa ao longo dos dias de jogos no Ibirapuera. Na sexta-feira, Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi perderam as duas primeiras partidas da série melhor de cinco, ambas em simples. No sábado, Bia anotou o único ponto do Brasil ao vencer Anna-Lenna Friedsam. Na sequência, Carol foi superada por Laura Siegemund. A Alemanha venceu por 3 a 1, se classificando para a fase final da competição.

    O resultado, claro, foi lamentado por todas as tenistas e pelo capitão do time, Luiz Peniza. No entanto, Bia viu um ponto forte na valorização do esporte feminino. Ao fim do confronto, ela se dirigiu ao público ainda presente no ginásio para agradecer pela presença ao longo das quatro partidas do confronto.

    “Quando eu falo de apoiar o esporte feminino, não me refiro apenas ao alto rendimento, mas pelo poder educador que ele tem. A carreira no tênis profissional é para poucos, realmente, mas o esporte oferece infinitas possibilidades de mudar vidas. O que temos feito é usar o nosso espaço para que mais meninas tenham oportunidades e esse trabalho tem sido feito”, declarou a número 13 do mundo.

    TORCIDA ORGANIZADA

    O barulho das arquibancadas foi conduzido pelo Movimento Verde Amarelo, que se tornou conhecido nos últimos anos por acompanhar a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar, em 2022. A torcida organizada, contudo, não se restringe ao futebol. Neste fim de semana, esteve em peso no Ibirapuera.

    “Tivemos aqui pessoas de oito estados diferentes. São apaixonados. Estamos com cerca de 100 torcedores do nosso grupo”, disse Alexandre Rozentraub, coordenador das missões MVA, em entrevista ao Estadão. Eles também estão presentes em outras modalidades e em eventos paralímpicos. “Já tem atleta que até pede a nossa presença. É isso que faz a diferença para nós, é isso que nos move.”

    No Ibirapuera, eles agitaram o público com um bandeirão de 14 metros, além de uma bandeira, de 4×4 metros, para cada uma das cinco tenistas da equipe brasileira, com mastro. “Nunca tínhamos visto uma dessa em torneio de tênis”, destacou Alexandre. Houve ainda a distribuição de 600 bandeirinhas de um metro para outros torcedores presentes no Ibirapuera.

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