Auxílio emergencial, mas suficiente? Veja o que dá para comprar com valor do benefício

07/abr 16:07
Por Victor Carneiro

O pagamento da primeira parcela do auxílio emergencial começou nessa terça-feira (6). Serão 4 parcelas de valores que podem variar entre R$ 150 a R$ 375, a depender da composição de cada família. O valor médio é de R$ 250. De acordo com as novas regras do programa, o auxílio será pago a famílias que tenham até três salários mínimos por mês como renda total. No entanto, a renda por pessoa deve
ser menor que o valor de meio salário mínimo. Já as famílias que recebem o benefício do Bolsa Família receberão o maior valor entre os dois benefícios.

Cerca de R$ 44 bilhões foram destinados ao auxílio, através da Emenda Constitucional 109/2021, a PEC Emergencial. Porém, o valor desta nova rodada, teve
significativa redução, já que em 2020, o Governo Federal pagou cinco parcelas de R$ 600 reais.

R$ 250 para cesta básica (a mais básica) e um botijão de gás. E olhe lá…

Não dá para fazer muita coisa com esse valor e as famílias deverão analisar e chegar a um consenso sobre as prioridades e de que forma o valor será utilizado. No entanto,
boa parcela dos que receberão a nova rodada do auxílio emergencial vão utilizar o valor para compra de alimentos e itens básicos para a sobrevivência.

A Tribuna fez um levantamento do valor cobrado pelas cestas básicas em Petrópolis: os preços variam de R$ 140 (a mais básica) até R$ 440 (“a mais completa”).

A cesta básica no valor de R$ 140 tem:

  • 3 kg de açúcar,
  • 5 kg de arroz,
  • 2 kg de feijão,
  • 2 litros de óleo,
  • 1 kg sal,
  • 1 kg farinha de trigo ou fubá,
  • 1 kg de farinha de mesa,
  • 1 kg de macarrão espaguete,
  • 1 kg de macarrão parafuso,
  • 500 gramas de pó de café,
  • 1 lata de milho ou 1 macarrão instantâneo,
  • 1 lata de sardinha ou 1 sal temperado,
  • 1 extrato de tomate,
  • 1 biscoito cream cracker ou 1 biscoito recheado,
  • 1 pacote de goiabada.

Já a cesta básica no valor de R$ 440 reais tem:

  • 10 kg de açúcar,
  • 10 kg de arroz,
  • 4 kg de feijão,
  • 3 litros de óleo,
  • 1 kg de sal,
  • 1 kg de farinha de trigo,
  • 1 kg de farinha de mesa,
  • 1 kg de fubá,
  • 1 kg de macarrão espaguete,
  • 1 kg de macarrão parafuso,
  • 500 gramas de pó de café,
  • 1 lata de milho ou 1 macarrão instantâneo,
  • 1 lata de sardinha ou 1 sal temperado,
  • 1 extrato de tomate,
  • 1 biscoito cream cracker ou 1 biscoito recheado,
  • 1 pacote de goiabada,
  • 1 vinagre.

Esta cesta também tem o kit limpeza, que contém 2 pacotes de papel higiênico, 1 caixa de sabão em pó, 1 detergente, 3 sabonetes, 1 lã de aço ou 1 esponja, 1 creme dental, 1 sabão pastoso, 2 litros de amaciante e 2 litros de desinfetante.

Em média, o valor cobrado gira em torno de R$ 250, valor médio do atual auxílio emergencial.

Mas como cozinhar sem gás? Levando em consideração a média do preço do gás no valor de R$ 90 (preço médio das empresas que conseguimos contato), o petropolitano compraria com os R$ 250 do auxílio: uma cesta básica no valor de R$ 140 e um botijão de gás de cozinha, no valor de R$ 90.

Governo federal rebate críticas

Diante das críticas recebidas por conta do valor, o Governo Federal, através do Ministério da Cidadania, informou que tem trabalhado para estabelecer “uma rede de proteção para a população mais vulnerável” e que as novas parcelas do auxílio emergencial tem como objetivo alcançar a população mais carente e, também, o maior número de pessoas.

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