Atrativos bonitos e inusitados de Petrópolis

  • Continua após o anúncio
  • Continua após o anúncio
  • Por Aghata Paredes

    O que Petrópolis tem de mais bonito e inusitado? Andar pelas ruas da cidade sem enxergá-la sob uma perspectiva histórica é improvável, mas seus atrativos vão muito além desse incrível e riquíssimo recorte. 

    Desde muito antes de sua fundação, o plano urbanístico de Petrópolis era complexo. A cidade foi levantada entre montanhas, aproveitando o curso dos rios. A preocupação com a preservação da natureza, portanto, sempre existiu – o que talvez seja uma das coisas mais bonitas em sua história.

    Falando em natureza, um dos atrativos da cidade é a hortênsia. A flor, no passado, já foi vista como um símbolo da cidade e representa coragem, determinação, dignidade, pureza de sentimento e elevação espiritual. Este último significado dialoga com a inscrição de um grande símbolo da cidade, o brasão de Petrópolis: “Altiora Semper Petens”, ou seja, “Buscando sempre as alturas” ou, em tradução livre, “Aspirando sempre o mais alto”.

    A tradição de plantar hortênsias em Petrópolis começou em 1910, com o prefeito Oswaldo Cruz. Com o grande plantio, entre as décadas de 60 e 80, a cidade acabou ficando conhecida como “Cidade das Hortênsias.” Antigamente, elas estavam por toda parte: na Serra de Petrópolis, na Silva Jardim, na Praça da Liberdade, no Lago Quitandinha e em muitos outros lugares.


    Foto: Museu Imperial/Ibram/MTur – Cartão-postal fotográfico mostrando vista da serra de Petrópolis, tirada do bairro Independência, 1933.

    Foto: Museu Imperial/Ibram/MTur – Fotografia mostrando parte da Rua Silva Jardim, sem data.

    Foto: Museu Imperial/Ibram/MTur – Fotografia mostrando trecho da Praça da Liberdade, 1926.

    Atualmente, a  tradicional flor de Petrópolis pode ser vista, principalmente, na Koeler e no Parque Natural. Quem passa por esses locais tem o prazer de contemplar essa maravilha da natureza, que ajuda a compor a história da cidade com graça e delicadeza. 

    Fotos: Marco Oddone

    Além das hortênsias, Petrópolis oferece outros atrativos monumentais da natureza em determinadas épocas do ano – os ipês e as cerejeiras. Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. É, geralmente, no início da primavera, entretanto, que a floração amarela dá o ar da graça. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior é a intensidade da florada. A espécie é considerada uma árvore símbolo de Petrópolis (Lei Municipal nº6. 389/2006). Recentemente, o ipê da Praça da Liberdade virou, merecidamente, um ponto turístico no Centro Histórico.

    Foto: Marco Oddone

    As cerejeiras começaram a surgir em Petrópolis em 1995, quando, em comemoração aos 100 anos da assinatura do “Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão”, houve o plantio de 300 mudas de “sakura” em Petrópolis. Na ocasião, além do Lago do Quitandinha, também foram plantadas mudas no Museu Imperial e no Palácio Rio Negro. 

    Conheça o Circuito das Cerejeiras: 

    Pórtico Quitandinha

    Museu Imperial

    Centro de Cultura Raul de Leoni

    Palácio de Cristal

    Cervejaria Bohemia

    Palácio rio Negro

    Av. Tiradentes

    Retiro – Av. Barão do Rio Branco

    Retiro – R. Vidal de Negreiros

    Lago de Nogueira

    Promenade – Nogueira

    Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes – Itaipava

    Palácio Visconde do Itaboraí

    Parque Cremerie

    Araras

    Prefeitura de Petrópolis


    Foto: Marco Oddone

    Quem nunca foi surpreendido por uma capivara ou, com sorte, uma família inteira de capivarinhas na Barão? Ou, ainda, por esquilos no Museu Imperial?

    Simpáticas, fofas, charmosas e extremamente sociáveis, as capivaras são atrativos inusitados na nossa cidade. Mesmo quem mora em Petrópolis e já está acostumado com cenas de banhos de sol desses bichinhos nas margens dos rios, fica encantado. 

    Foto: Marco Oddone

    As capivaras medem entre 100 e 130 centímetros de largura e 50 de altura. Além disso,  costumam pesar algo entre 30 e 80 quilos. Um grupo típico delas costuma conter dez membros. No entanto, durante a temporada chuvosa, podem chegar a 40 membros por grupo.


    Fotos: Marco Oddone

    No Museu Imperial, principal acervo relativo ao império brasileiro do país, as cenas de esquilos dando o ar da graça são frequentes. Esses animais roubam a cena nos jardins do local e atraem o olhar atento de quem resolve apreciar as belezas naturais de um dos principais cartões-postais de Petrópolis.

    Qual é o seu atrativo favorito? Poste sua foto no Instagram com a hashtag #tônatbn. As melhores fotos aparecerão no nosso feed aos sábados!

    Últimas