• ANP interdita três distribuidoras por irregularidade no teor de biodiesel

  • 21/fev 11:28
    Por Gabriel Vasconcelos / Estadão

    A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autuou e interditou três distribuidoras de combustíveis que operam em São Paulo, nos municípios de Santos, Paulínia, Guarulhos e Ribeirão Preto. O motivo são irregularidades no teor de biodiesel no diesel, que deve ser de 14%.

    As distribuidoras em questão são: Maximus Distribuidora de Combustíveis Ltda, Distribuidora de Combustíveis Saara S.A e Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda.

    A irregularidade da mistura foi verificada no diesel B vendido aos postos revendedores de combustíveis e aos chamados transportadores revendedores retalhistas (TRRs).

    A proibição às operações vale para todo o território nacional. E, embora sigam o padrão de fiscalização da agência, vem como resposta à escalada nas fraudes ligadas à mistura do biocombustível, motivo de reclamação do setor, principalmente das grandes distribuidoras – Vibra, Raízen e Ipiranga.

    Hoje mais caro que o equivalente fóssil, a obrigação do biodiesel tem aumentado o custo das distribuidoras e parte dos agentes tenta burlar a mistura para preservar margem e praticar preços mais competitivos.

    “Após estudos detalhados, a ANP confirmou que as distribuidoras apresentavam grandes divergências entre movimentações e estoques declarados de combustíveis, bem como sobre os estoques diários declarados, além de estoques impossíveis e incompatíveis com a capacidade física de armazenamento de suas bases”, informou em nota a ANP.

    As divergências constatadas podem estar associadas a emissões fraudulentas de notas fiscais, ocultação de movimentação de produtos perante a ANP e vendas sem notas, todas manobras para fraudar o mandato do biodiesel.

    Agora, as empresas ficam impedidas de operar na distribuição de combustíveis até comprovarem onde estão os estoques excedentes ou retificarem as declarações à agência reguladora.

    As autuações de momento podem resultar em penalidades como multas de até R$ 5 milhões, suspensões e revogação de autorização de funcionamento.

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