Anjos de minha vida

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  • 02/fev 08:00
    Por Fernando Costa

    Anselm Grün,  alemão, além de Sacerdote Beneditino  é um renomado escritor e autor de diversas obras de relevo internacional. Um de seus livros é intitulado “Cada pessoa tem um anjo”. Peço licença ao querido pastor em Cristo através de Maria para lhe dizer que eu  tenho vários. A começar por meus pais Eliza e Waldemiro, irmãos, minha “mãe de leite” Ginica, as catequistas  Martha Gomes, Carmen e Alfredina que me despertaram a atenção pela Recitação do Sagrado Terço. Um Anjo tocou ao tio Acácio para estar exatamente à hora em que fui atropelado por um automóvel. Eu tinha 4 anos.  Minhas professoras primárias Geny, Sebastiana, Alice, Sylvia e Philadelphia, os padres que me prepararam  aos caminhos da fé  Cônego Ferdinando Osimani e   Geraldo João Lima. Foram meus anjos. Humberto Bello, Franklin Silva Araújo, José Hamilton Lopes, Carlos Roberto Abreu, Calixto e Celina Barbosa  também.  Aqui em Petrópolis a tia Geraldina foi um anjo em nossa vida. Fátima Cruz, Christina Gonçalves e Aurinha são  meus anjos. Os colegas da Faculdade de Direito,  mestres a exemplo de  Araçari. Transcorria a década de setenta, estudos, lutas, sonhos e expectativa. Se hoje a vida está difícil imaginemos o início de uma carreira? Pois bem. O Dr. Araçari  de quem eu era aluno da cadeira de Direito Financeiro,  matéria  familiar a mim que trabalhava na área contábil curso esse por mim concluído em 1967, no Colégio Ruy Barbosa, em Três Rios foi desses Anjos Tocheiros em minha vida. Eu me esforçava em tirar boas notas. Nesse ínterim  fins de 72 e início de 73 eu já fazia escriturações em casa. Era manual e não havia computador. Uma saga. O colega, isto é, mais um anjo,  Raymundo me delegava diversas empresas para providenciar lançamentos, balanços e regularização de livros diários. Pela manhã eu trabalhava numa gráfica que se chamava “Vitória” firma  essa de propriedade dos irmãos Peixoto,  José Joaquim e Feliciano, outros anjos. Pela manhã eu chegava à gráfica providenciava as notas fiscais e demais lançamentos. E  Araçari era cliente dessa gráfica. E por me conhecer como seu aluno um dia me disse: “Tenho uma sala à Avenida Imperador, número 528. Gostaria de trabalhar comigo?” Eu já possuía escrita, estava a terminar a Faculdade de Direito de pronto lhe disse “sim!” Levei a pasta de clientes e lá ficamos. O movimento era pequeno e as despesas diversas. Decorridos seis meses o nosso guardião  me disse: “Fernando não desejo insistir no prosseguimento do escritório por falta de movimento, você deseja continuar?” É bom frisar que o Dr. Araçari além de professor na Universidade era Auditor Fiscal Federal, homem realizado que realmente não merecia o estresse da época, mais ou menos o que ocorre hoje  no País. Eu não hesitei em lhe responder. Aceitei o desafio. Chamei o meu colega Célio Barbosa que me preparou para o vestibular e estava a se formar em Direito naquele ano e trouxe para nosso grupo minha irmã Elizabeth com quem estamos até hoje e para sempre. Anos se passaram e se juntaram a nós a irmã Ana Luzia e a sobrinha Carla, hoje  advogada. Ao completarmos os 49 anos de ininterruptas atividades em nosso escritório os eflúvios da gratidão aos nossos clientes, amigos, equipe  e, ao anjo e  Araçari que espargiu sua luz intensa  em nossa vida, nos ensinou por ser  mestre,  acolheu como amigo e nos protegeu como se pai fosse a quem  desejo externar o nosso carinho e orações também aos aqui não proclamados, mas, que povoam o meu coração.

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