Academia Petropolitana de Letras, 100 anos!

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  • 03/ago 08:00
    Por Fernando Costa

    A Academia Petropolitana de Letras está, desde o dia 3 de agosto em festa. Descerrou a placa comemorativa ao centenário no endereço onde ocorreu a reunião de fundação, na Galeria do Edifício Marchese, atual Rua do Imperador 772, antes Avenida XV de Novembro 762 sob os acordes da Banda do 32º B.I.L – Montanha. Ali  funcionava a Pensão ALEX A seguir, inaugurou a Herma bem em frente ao Teatro Dom Pedro II, Praça dos Expedicionários em homenagem ao ex-prefeito Paulo Gratacós incentivador da cultura, notadamente as letras e artes. Nesse dia, às 19h na Câmara Municipal o Legislativo realizou sessão solene para assinalar a efeméride, local onde há cem anos ocorreu a instalação da instituição sob presidência do prefeito  Dr. Eugênio Lopes Barcellos. No decorrer da semana constam da programação um Sarau Literário, solenidade no Palácio Quitandinha e, no sábado, dia 6, às 10h um Seminário ao ensejo dos 100 anos da APL abrilhantado por Carlos Nejar (ABL), Andréa Pachá e Joaquim Eloy Duarte dos Santos (APL), direção do presidente Leandro Garcia e, lançamento do livro “Academia Petropolitana de Letras – em Revista, coletânea organizada pelo confrade Cleber Alves. No domingo, dia 7, será celebrada a  Santa Missa em Ação de Graças, na Catedral de São Pedro de Alcântara, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Gregório Paixão, membro efetivo da Academia Petropolitana de Letras e concelebrada pelo Pároco Adenilson Silva Ferreira. A programação se estenderá até dezembro constando da agenda inclusive o lançamento do livro de biografias dos membros falecidos desde a fundação, obra essa, organizada pelos acadêmicos Paulo César e Fernando Costa, seguindo-se homenagens, conferências e muito mais. A A.P.L.  resplandece ante a presença dos luminares que a transforma em panteão da cultura e da história, da memória e das tradições. É uma sarça ardente e essa luz é uma das marcas essenciais da criatura humana. Ela sempre esteve presente na ordem do cosmos ou na beleza que os gregos contemplavam em suas luminosas paisagens desde a acrópole ao mar Egeu. Sinto-me honrado em pertencer a seus quadros de membros efetivos desde 17 de maio de 1985, sim, por benevolência de Deus, sob o pálio da Santíssima Virgem e o reconhecimento de meus pares que a integram e a preencheram, dentre eles, Octávio Leopoldino Cavalcanti de Moraes, Jaques Lucien de Burlet (falecidos) e Paulo César dos Santos, esse em plenas atividades acadêmicas, sendo o segundo  ancestral e eu, atualmente, o terceiro longevo e, o presidente à época de minha eleição em 1984, professor Joaquim Eloy Duarte dos Santos o decano do Sodalício, o mais antigo mantendo farta produção literária, artística e cultural em diversos matizes.  Discorrer sobre o glorioso sodalício cultural, sobretudo, em seu centenário é motivo de alegria e emoção. A profícua existência constitui referência e marco na cultura, na preservação das origens, no culto à tradição da Imperial Cidade de Petrópolis. Tenho convicção de que os exímios historiadores e eruditos na multifacetada senda do saber que aureolam este Cenáculo o fariam com larga margem de informações e eloquência. Curvo-me aos planos divinos e me apiedo desde já por não alcançar a expectativa e o brilho esperado por este Egrégio Colégio e pelo culto e atento leitor. Academia, palavra de etimologia grega, tornou-se nome de um bosque coberto de oliveiras, próximo de Atenas, qual seja, o Jardim de Academos. E Academos foi um dos heróis atenienses que por seus feitos mereceu a honraria de ver seu nome eternizado naquele belo jardim onde foram edificados “standium” e “ginnasium”, consagrados à Atenas deusa da sabedoria. E ali, Platão e seus discípulos reuniam-se conversando sobre questões de filosofia durante longas caminhadas, por isso conhecida como peripatética adjetivo esse que mais tarde veio a ser conhecida como a primeira escola filosófica grega, a escola de Aristóteles. Vem à luz assim, a primeira Academia fundada por Platão. Em rápida guinada ao tempo, em pleno século XV, os humanistas em Floresça, na Itália, pretendendo reviver a cultura clássica fundaram a Choros Academiae Florentinae. Mais tarde, lá pelos idos de 1540, Clement Marot chama o Collége de France de “noble academie”, passando a designar sociedade de artistas, escritores, eruditos, poetas, cientistas dedicados ao estudo nos mais diversos matizes. No Brasil, a academia floresceu a partir do século XVII, a exemplo da Europa, notadamente em Portugal. A mais conhecida em nosso país é a Academia Brasileira de Letras, criada em 1897, no entanto, antecedeu-a seis delas em diversos Estados, porém, algumas delas foram extintas. A A.P.L. é a pioneira de um município brasileiro. Seguem a tradição da Escola Francesa abrigando em seus Quadros 40 Membros Efetivos e 40 Patronos dentre os luminares das letras, artes, ciência, poesia e cultura em geral, que adotam a divisa “ad immortalitatem” dedicada a seus eleitos. Os encômios, hoje são dirigidos ao quadro atual e,  sobretudo, ao ilustre presidente professor e acadêmico Leandro Garcia pela brilhante gestão repleta de conquistas junto à prestigiosa diretoria composta pelos acadêmicos, vice-presidente Maria de Fátima Moraes Argon da Matta, 1º Secretário Cleber Francisco Alves, 2ª Secretária Carmen Felicetti, 1ª Tesoureiro José Afonso Barenco de Guedes Vaz, 2º Tesoureiro Ataualpa Antônio Pereira Filho, Relações Públicas e Cerimonial, Fernando Antônio de Souza da Costa, 1º Bibliotecário Marcelo José F. Fernandes, 2ª Bibliotecária Andréa Cristina Lopes Garcia, Conselho Fiscal: Joaquim Eloy Duarte dos Santos, Christiane Benaion Magno Michelin, Luiz Felipe Miranda de Medeiros Francisco, Luiz Carlos Gomes e Paulo César doas Santos. Elevemos os pensamentos ao Criador sob o pálio da Mãe do Divino Amor em sinceros encômios a seu idealizador Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos que junto a João Roberto d’Escragnolle, Reynaldo Chaves, dentre outros, bem assim a seus pares em sua fundação e  aos demais no decurso dos anos ante a  contribuição para o engrandecimento dessa obra, preservando a cultura, cronologia e reminiscência, suas raízes e, mantendo viva a tradição  a nos unir desde o dia de seu prelúdio transformando o sonho em realidade. Academia Petropolitana de Letras, cem anos de desvelo a manter  seu lema: “Si Vis Vincere, Ale Primum Vere: Se Queres Vencer, Fortalece Teu Espírito.”     

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