40% dos fluminenses devem comprar presente no primeiro Dia dos Pais após início da vacinação contra a Covid-19

06/ago 11:38
Por Redação/Tribuna de Petrópolis

Uma pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFEC-RJ) apontou que 40% dos fluminenses devem comprar presentes para o Dia dos Pais, o equivalente a 5,6 milhões de pessoas. Em 2020, esse percentual foi de 46,2%. Apesar da queda neste percentual, um outro indicador, segundo a pesquisa, teve aumento. O ticket médio, valor médio das vendas por cliente, será este ano de R$ 161,70, superior aos R$ 148,59 de 2020.

O economista e professor da Estácio, José Valmir Pedro, comenta que, este ano, em termos de receita, o Dia dos Pais está perdendo apenas para o Dia das Mães, o que não é comum.

“O ticket médio aumenta no Dia dos Pais porque os presentes para os homens nessa data envolvem, normalmente, produtos eletrônicos, que estão mais caros neste momento, como celular, tablet, TV e computador, enquanto para o Dias Mães, as compras são voltadas para itens de custo mais baixo, como bolsas, roupas e acessórios. Além disso, os produtos masculinos têm baixa rotatividade e por isso acabam sendo mais caros do que os femininos. Um exemplo disso são as roupas, itens que os homens compram pouco, e sabendo disso o comércio eleva o preço desse produto para ter um bom ticket médio”.

O economista comenta também que os ajustes salariais e a facilidade de aquisição com formas de pagamento acessíveis também podem contribuir para a alta do ticket médio neste Dia dos Pais.

Para José Valmir, esta será uma data oportuna para que comerciantes acertem a saúde financeira do seu negócio e, até mesmo, saírem de uma situação crítica, visto que muitos perigam fechar suas portas a qualquer momento, como vem ocorrendo desde o início da pandemia.

“É um sinal verde maravilhoso para quem está se apertando para manter seu negócio aberto. E sugiro que os comerciantes ofereçam aos consumidores produtos dos mais variados preços, não só de ticket médio alto, para que a receita do seu negócio tenha giro”, destaca.

A pesquisa do IFEC-RJ prevê ainda a injeção de R$ 901 milhões na economia do estado do Rio, frente aos R$ 873 milhões do ano passado. Segundo o professor, a notícia é muito boa.

“Os estados brasileiros estão desesperados com a questão da arrecadação, pois com a crise trazida pela pandemia, muitas empresas fecharam e consequentemente pararam de contribuir com taxas e impostos, assim como as pessoas que perderam seus empregos, que além de pararem de contribuir passaram a receber, ou seja, o que era um crédito para o governo virou um débito. Portanto, sem dúvida nenhuma, essa injeção melhora a tributação do estado e tudo isso traz uma condição positiva”.

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