’17 Quadras’ e ‘Glauber, Claro’ entre os melhores filmes da Mostra 2020

  • 05/11/2020 17:20

    A 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou, na noite desta quarta-feira (04), em cerimônia na área externa do Auditório do Ibirapuera, os melhores filmes desta edição, que foi virtual por causa da pandemia.

    Foram premiados o documentário 17 Quadras e o longa de ficção Eyimofe (Esse é o Meu Desejo). O documentário brasileiro Chico Rei Entre Nós e a atriz Thiessa Woinbackk, do longa Valentina, receberam menção honrosa.

    O júri, formado por Cristina Amaral, Sara Silveira e Felipe Hirsch, elegeu os vencedores do Troféu Bandeira Paulista entre os 15 mais votados pelo público na primeira etapa da seleção.

    Guilherme Coelho foi o vencedor do Projeto Paradiso, do Instituto Olga Rabinovich, que dá uma bolsa de R$ 30 mil para o roteirista do projeto em desenvolvimento – no caso, Neuros – e oferece mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais.

    O Prêmio do Público foi para os estrangeiros Não Há Mal Algum, como melhor filme de ficção, e Welcome to Chechnya, como melhor documentário. Entre os brasileiros, Chico Rei Entre Nós ganhou como melhor documentário e Valentina foi o melhor de ficção. Esses filmes foram escolhidos por votação. A cada título assistido, o espectador recebia da Mostra Play uma mensagem indicando como votar em uma escala de 1 a 5, sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos títulos com maiores pontuações determinou os vencedores.

    Prêmio da Crítica, da imprensa especializada, escolheu Glauber, Claro, César Meneghetti, como o melhor filme brasileiro “por apresentar um original exercício estilístico, em que revela a forma visceral com que Glauber Rocha filmava à base de improvisações e muito inspirado no cinema político”, segundo comunicado. Já o moçambicano Mosquito foi eleito o melhor filme estrangeiro. O júri destacou a “maneira pulsante e criativa como retrata um período histórico ao borrar as barreiras entre o real e o imaginário, construindo uma obra antibelicista ao mesmo tempo em que critica o papel colonizador de seu país”.

    A Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) também fez sua escolha e elegeu como o melhor filme nacional de um autor estreante o longa Êxtase, de Moara Passoni.

    Os funcionários da Cinemateca Brasileira e documentarista Frederik Wiseman ganharam o prêmio Humanidades. O A produtora Sara Silveira ganhou o Prêmio Leon Cakoff e Walter Salles recebeu o Prêmio da FIAF – Federação Internacional de Arquivos de Filmes, órgão que reúne cinematecas do mundo todo.

    Os vencedores da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

    Prêmio do Júri – Melhor documentário

    17 Quadras, de Davy Rothbart

    Prêmio do Júri – Melhor ficção

    Eyimofe, de Arie Esiri e Chuko Esiri

    Menção honrosa do júri

    Chico Rei entre Nós, de Joyce Prado

    Thiessa Woinbackk, atriz de Valentina

    Prêmio do Público – Melhor documentário brasileiro

    Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado

    Prêmio do Público – Melhor filme brasileiro de ficção

    Valentina, de Cássio Pereira dos Santos

    Prêmio do Público – Melhor documentário internacional

    Welcome to Chechnya, de David France

    Prêmio do Público – Melhor filme internacional de ficção

    Não Há Mal Algum, de Mohammad Rasoulof

    Prêmio da Crítica – Melhor filme estangeiro

    Mosquito, de João Nuno Pinto

    Prêmio da Crítica – Melhor filme brasileiro

    Glauber, Claro, de César Meneghetti

    Prêmio da Abraccine – Melhor filme brasileiro de diretor estreante

    Êxtase, de Moara Passoni

    Bolsa Paradiso

    Neuros, de Guilherme Coelho

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