• Inea lança atlas para proteção dos mananciais do Rio de Janeiro

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  • 01/01/2019 12:35

    O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Fundação Grupo Boticário, a The Nature Conservacy e o World Resources Institute lançaram dois importantes estudos relacionados ao planejamento, formulação, aperfeiçoamento e ampliação de medidas de proteção e recuperação de mananciais do estado do Rio de Janeiro. O “Atlas de Mananciais de Abastecimento Público” e o “Infraestrutura Natural para Água no Sistema Guandu, Rio de Janeiro”, expõe o panorama dos principais corpos hídricos responsáveis pelo abastecimento público do Estado do Rio de Janeiro.

    O município de Petrópolis possui seis Áreas de Interesse para Proteção e Recuperação de Mananciais (AIPMs) responsáveis pelo abastecimento da sede urbana, e o Rio da Cidade e o Rio Itamarati são os responsáveis pelas águas que abastecem o mesmo. O sistema de abastecimento de água de Petrópolis, operado pela Subconcessionária Águas do Imperador, é composto por oito subsistemas produtores de água, incluindo o aproveitamento de mananciais superficiais e do manancial subterrâneo, projetados para atender à demanda populacional do município nos próximos 30 anos. 

    Esses dados fazem parte do estudo Atlas de Mananciais de Abastecimento Público. Segundo o presidente do Inea, Marcus Lima, o estudo, que é uma iniciativa do instituto, tem como um dos objetivos colaborar para o direcionamento de políticas públicas ambientais adotadas pelo estado e pelos municípios. Dos 199 mananciais analisados no estudo, 147 se mostraram favoráveis para a adoção de estratégias de proteção de recuperação, o que corresponde a 190 mil hectares de áreas de interesse para a proteção ambiental. Ainda há o  reflorestamento, em que foram identificados cerca de 795 mil hectares com alta e muito alta prioridade para restauração florestal nas áreas desses mananciais.

    “Este trabalho aponta para gestores quais os locais que devem ser protegidos e recuperados prioritariamente. Foram mais de dois anos de levantamento. E pode ser usado como base para compensações ambientais, por exemplo. O estudo aponta onde os recursos podem ser investidos e por onde começar”, destacou Marcus. Os resultados do Atlas já foram utilizados e aplicados na concepção de dois projetos de proteção de mananciais do Programa Pacto pelas Águas, o Projeto Águas de Barra Mansa e o Projeto Água do Rio das Flores. A partir dessas duas iniciativas, a SEA e o INEA vêm promovendo a restauração florestal de 644,8 hectares em nascentes, matas ciliares e áreas de recarga na bacia do rio das Flores e do rio Bananal, mananciais de abastecimento público dos municípios de Valença e Barra Mansa. 

    Já o estudo Infraestrutura Natural para Águas no Sistema Guandu, Rio de Janeiro, apresenta um estudo de como a restauração florestal de pastagens eroditas poderiam aumentar significativamente a quanlidade da água na bacia Guandu. A restauração, como infraestrutura natural, é estratégia viável e potencializa a eficiência das estruturas convencionais, com resultados financeiros positivos e retornos de investimento combatíveis com o setor de saneamento. Esse estudo foi realizado em parceria com o World Resources Institute, Fundação Grupo Boticário, The Nature Conservancy (TNC) e Instituto Bioatlântica, com apoio do The Natural Capital Project e Fundação FEMSA. Esses estudos foram elaborados tendo como pano de fundo a crise hídrica de 2014, cenário que apontou como um dos principais problemas a baixa cobertura florestal nas áreas de mananciais, e em especial, nas áreas de nascentes, matas ciliares e entorno de reservatórios. Desde então, diversas iniciativas têm surgido para promover a conservação e o reflorestamento em áreas estratégicas.

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