• Inea fecha entrada do túnel extravasor para obras emergenciais

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  • 04/02/2020 14:28

    O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) começou ontem a fechar a entrada do túnel extravasor do Rio Palatinato, na Rua Visconde de Souza Franco, no Centro. Placas de ferro e sacos de areia estão sendo instalados nas comportas impedindo que a água do rio entre pelo túnel. Uma máquina faz a dragagem jogando a água que vem da Rua da Feira para o rio que corta a Rua do Imperador. 

    A medida vai permitir que as obras emergenciais possam ser realizadas dentro do extravasor. Em vários pontos, a estrutura está comprometida. O piso de concreto desapareceu com o tempo e a água corre sobre a terra, o que provoca infiltrações e causa erosão nas laterais do extravasor.

    O túnel tem mais de três mil metros de comprimento, seguindo da Rua Souza Franco até a Pedro Elmer, no Itamarati. Depois de uma forte chuva no início de janeiro, duas crateras se abriram na Franscisco Scali, conhecida como Rua do Túnel. Os buracos deixaram duas casas em risco e o trânsito para veículos pesados está impedido na região.

    O Inea iniciou o fechamento dos buracos há uma semana. No entanto, novas chuvas fizeram com que as crateras reabrissem. “Enquanto não fizerem as obras dentro do túnel, concretando o fundo que não existe mais e impedindo assim que a água infiltre, o problema não vai ser resolvido”, disse um dos moradores que teve a casa interditada, Nilton Gomes, de 72 anos.

    A construção do túnel extravasor foi concluída na década de 70 e, desde então, não passou por manutenções. Ao longo dos anos, a área ao redor da estrutura foi sendo ocupada por casas, fábricas, estacionamentos e lojas. Além disso, as ruas por onde o túnel passa recebe um trânsito pesado de ônibus e caminhões. Há seis anos, parte da estrutura na entrada do extravasor desabou e até hoje não foram feitos reparos. 

    O extravasor atravessa três localidades: Centro, Quissamã e Itamarati. Ele foi construído para desviar as águas do Rio Palatinato, evitando o encontro com as águas do Rio Quitandinha, causadora de enchentes na região central da cidade.

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