• E o Cuiabá, lembram?

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  • 14/08/2016 09:00

    Dois Companheiros da Frente Pró-Petrópolis, Movimento-cidadão criado a pedido de Dom Filippo Santoro em meados de 2.011 e que continua dando o seu recado, me escrevem uma mensagem a respeito do Cuiabá e da qual cito uma passagem.

    Eis o que informam o Professor Cleveland Jones da UERJ e o nosso  amigo de muitas batalhas Rolf Dieringer: “Bom, lhe escrevemos porque o Rolf e eu continuamos tentando provocar alguma mudança no Cuiabá. Tivemos uma reunião animadora com o INEA-RJ, quando prometeram fazer uma reunião para apresentar o BANPAR Biodiversidade e Áreas Protegidas, que é uma forma de reflorestar áreas de proprietários que aceitem fazer isso no seu terreno, às custas de empresas com obrigações junto ao INEA. (…) Rolf e eu pretendemos dar prosseguimento à idéia, e fazer a tal reunião em Itaipava, para a qual já obtivemos o apoio do Presidente dos Moradores do Cuiabá (José Quintella), e outros. Acreditamos que uma empresa poderia ceder um lugar para a reunião, onde Rolf e eu apresentaríamos o BANPAR, e falaríamos sobre o que ainda poderia ser feito. Tendo reunião marcada, convidaríamos o pessoal do BANPAR do INEA (…). 

    Pensamos que você e a FPP poderiam nos ajudar dando um apoio moral a essa iniciativa. Felizmente, parece que alguns proprietários já indicaram interesse em participar, o que seria uma grande vitória simbólica, pois o BANPAR ainda não deu em nada, e se aqui conseguir emplacar os primeiros projetos, terá visibilidade maior, assim como nossas propostas. Não sei mais como e o que fazer para dar partida ao processo de reflorestamento necessário lá. Se tiver alguma ideia, aceito sugestões…”.

    A FPP orgulha-se dos dois Companheiros nossos engajados em ações para o reflorestamento das coroas e encostas dos morros do Vale do Cuiabá, cuja degradação foi apontada como causa central pelo CREA-RJ para a tragédia de janeiro de 2.011. Há cinco anos e meio que a situação está posta, e as autoridades competentes demonstram o mesmo interesse no seu equacionamento que dedicam ao retorno da estrada de ferro, às obras da BR-040 e aos imóveis do Minha Casa Minha Vida: deixa como está a ver como é que fica. Realmente, Petrópolis não ocupa lugar de destaque nas preocupações federais e estaduais, nem quando a medida proposta requer recursos limitados, pouco mais do que o “óleo de cotovelo”.

    Há momentos em que devemos agir, e este é um deles. Sei que muitos esforços dignos de respeito foram feitos, entre os quais destaco as reuniões da Comissão das Chuvas de Silmar Fortes (na Câmara Municipal). Mas em matéria de reflorestamento, medida-chave e proporcionalmente barata, permanecemos na estaca zero, embora o verão que se aproxima seja fator a sugerir tenência. 

    Promover-se uma reunião, ali por perto do Vale do Cuiabá, organizada por cidadãos de vasta experiência acadêmica e prática na área do reflorestamento e com o foco em programa viável, pode ser iniciativa capaz de conduzir a resultados concretos. Atrapalhar, não arrisca, pois o Cuiabá anda bem esquecido. O tempo é o senhor do olvido.

    Me proponho a ser ponte entre os Amigos Cleveland e Rolf e quem puder e quiser ajudar: phiguedon@gmail.com. A ver se conseguimos sacudir a roseira.


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