• Dia do aniversário

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  • 08/07/2016 12:00

    O aniversário não é data para ser só comemorada; é, também, momento para recordar e para boas reflexões; os mais otimistas, geralmente preocupados com planos e projetos para o futuro, sustentando que passado é passado.

    Eu, de minha parte, prefiro agradecer ao que já recebi, talvez mais do que devesse merecer, contudo sem esquecer o passado.

    Por outro lado, é dia que reservo, também, para preces que faço dirigir aos meus entes queridos que já partiram, especialmente mãe e pai.

    Não esqueço, outrossim, de tia Elvira, por todos chamada Dindinha, irmã de minha mãe; de minhas duas avós, de meus sogros e de tantos amigos que já se foram deixando infinitas recordações, sem falar em tia Mazinha, irmã de meu pai, nunca por mim esquecida.

    O dia, por outro lado, é de se lembrar dos tempos de criança e, após, da adolescência, períodos que só boas recordações nos trazem.

    Recordo, através de imagem que não se apaga, a casa em que residi, em companhia de meus pais, durante vinte e três anos, dela só saindo para me casar.

    Lembro, ainda, dos amigos com quem convivi, como Paulinho, Hélio e suas irmãs, Rosa Maria e Maria Lúcia, além dos irmãos Odir, Reinaldo e Roberto. Do grupo faziam parte ainda, Marlene, Marilu e Dagoberto, para os íntimos, Dagô.

    Bons tempos; recordo-me, também, de uma família de veranistas que se deslocava para Petrópolis nessa época, no caso Fernando, Gilda, Roberto e Ronaldo. O pai, proprietário de um Chevrolet Bel Air, ano de 1956 – da cor verde, que eu “namorava”, ainda que só tivesse doze anos de idade, porém já apreciador dos automóveis da época.

    O meu sonho, na verdade, era que o poeta adquirisse um igual, porém isso não ocorreu; ponderava com relação a gastos dessa natureza.

    Todavia, o que não posso esquecer mesmo é do esplêndido convívio que mantive com meu pai e minha mãe.

    Ela, professora, ensinou-me a ler; todavia, após algum tempo decidiu que eu ficasse sob os cuidados de outra mestra, d. Hermengarda Maria Lopes. As minhas estripulias assim o exigiram. 

    Tudo isso ocorreu no então Grupo Escolar Rui Barbosa onde minha mãe lecionou por muitos anos.

    A Diretora, ainda me lembro perfeitamente de sua figura, por todos respeitada, a Professora Hildegonda Silva Barcelos.

    Do Colégio Rui Barbosa ainda me recordo das Professoras Felícia, Madalena, Maria Luiza e Gisete. Certamente outras mestras por lá passaram, porém, a memória não colabora para que consiga lembrar de seus nomes.

    Essa fase da vida passou, todavia seguida de outra, também inesquecível; tempo do Instituto Carlos A. Werneck e do Colégio Santa Isabel.

    No segundo, a recordação de haver conhecido minha esposa nos idos de mil novecentos e sessenta e dois, tendo nos casado em mil novecentos e sessenta e sete.

    O presente, naturalmente, há que ser comentado e com muita ênfase eis que, outrossim, só me proporciona alegrias, imbuído sempre de muita fé e esperança no futuro.

    A família unida, esposa, filhos, netos e noras, aos quais dedico muito amor e carinho, faz com que, no dia do aniversário, aliado aos amigos que conquistei, me considere uma pessoa feliz e extremamente agradecida ao Pai.

    Por tantas razões, faço relembrar o poeta quando, no dia três de julho do ano de mil novecentos e sessenta e três, dedicou-me a seguinte trova:

    “Neste dia, que assinala / teu feliz aniversário, / eu te desejo um rosário / de dias de grande gala”.

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