• Comércio registra queda de 15% em vendas no primeiro semestre

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  • 08/07/2016 09:00

    Um levantamento feito pelo Serasa Experian apontou que o movimento dos consumidores nas lojas encerrou o primeiro semestre de 2016 com retração de 8,3% frente ao mesmo período do ano passado. Segundo a informação, este foi o pior desempenho da atividade varejista do país de toda a série histórica do indicador, superando a queda de 6,9% observada no primeiro semestre de 2002, durante a Crise do Apagão. Em Petrópolis, o percentual em volume de vendas, segundo informações do Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis (Sicomércio), foi até 15% menor do que em 2015. 

    Proprietária de uma loja voltada para o público infantil, na Rua do Imperador, Rosane Ferreira contou que o balanço foi 16% menor do que no ano passado. Ela explicou que o consumidor não deixou de comprar, mas tem procurado peças mais em conta. A empresária observou que as vendas começaram a cair em agosto de 2015. “O dinheiro não estava circulando no início do ano. Só depois que a temperatura caiu é que o movimento deu uma melhorada, mas, ainda assim, os clientes têm comprado menos e parcelado mais”, disse, explicando que, se antes o parcelamento era feito em 4 vezes, agora chega até a 10. 

    Para Rosane, a expectativa é que o cenário se estabilize nos próximos meses. “A esperança é de que, com a mudança de governo, a economia volte a crescer no país. Por enquanto, o saldo é de aumento das despesas fixas e queda no faturamento. Uma conta que não fecha”, comentou, ressaltando que, nesse momento não é possível repassar os custos para os consumidores. “A alternativa é encolher a margem de lucro e buscar adaptações para continuar no mercado”. 

    Já o vendedor Carlos Eduardo Pinho, de uma loja voltada para o público masculino, também na Rua do Imperador, disse que sentiu uma queda significativa nesse primeiro semestre. “O consumidor está com medo de gastar”, disse. Para ele, o cenário começou a mudar de uma maneira mais positiva, desde que a temperatura caiu e a expectativa é que as vendas cresçam nos próximos meses. 

    Para Marcelo Fiorini, presidente do Sicomércio, a situação deve melhorar gradativamente a partir de agora. “As questões política e econômica do país é que serão determinantes para o setor”, disse. Já Claudia Pires, presidente da Associação da Rua Teresa (Arte), avaliou o primeiro semestre como fraco, mas disse que o movimento está começando a aumentar. “O inverno tem sido rigoroso e, com isso, conseguimos ter uma melhora das vendas nos últimos dois meses”, finalizou.


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