• Ibovespa cede quase 1%, abaixo dos 125 mil, com dólar de volta a R$ 5,80

  • 26/fev 18:37
    Por Luís Eduardo Leal / Estadão

    Com dólar de volta à casa de R$ 5,80 no fechamento, em alta de 0,86% na sessão, o Ibovespa lutou até o fim, sem conseguir reter o nível de 125 mil pontos pelo terceiro dia seguido, hoje em viés negativo, em baixa de 0,96%, aos 124.768,71 pontos, com giro a R$ 22,2 bilhões. Na semana e no mês, o índice da B3 acumula perda de 1,86% e de 1,08%, respectivamente. No ano, limita o avanço a 3,73%.

    Na sessão, o ajuste negativo foi puxado pelas ações de commodities e também pelas dos maiores bancos, com Bradesco em baixa de 1,21% (ON) e de 1,95% (PN). Vale cedeu 0,61%, na mínima do dia no fechamento, enquanto Petrobras encerrou sem sinal único, com a ON em baixa de 0,17% e a PN sem variação. Em relação à última sexta-feira, o Ibovespa amplia o ajuste, tendo encerrado a semana passada ainda na casa dos 127 mil pontos. Assim, no fechamento de hoje, foi ao menor nível desde 12 de fevereiro, então aos 124.380,21 pontos.

    Na ponta ganhadora do Ibovespa hoje, Ambev (+5,50%), Metalúrgica Gerdau (+2,13%), Gerdau (+2,02%) e CSN (+1,87%). No lado oposto, IRB (-18,26%), WEG (-8,68%) – após balanço trimestral -, MRV (-7,84%) e Azul (-7,80%). O balanço do último trimestre de 2024 da Ambev, com lucro líquido de R$ 5,024 bilhões, e a distribuição de dividendos, divulgados pela manhã, ajudaram a colocar suas ações na lista de maiores ganhos do índice na sessão.

    Para o CFO da Ambev, Lucas Lira, o lucro foi impulsionado pela combinação de crescimento do Ebitda e do resultado financeiro. “Essa combinação nos ajudou a compensar um aumento na linha de tributos”, afirmou o executivo em entrevista à jornalista Júlia Pestana, do Broadcast. Outro fator que ajudou a impulsionar o papel foi o anúncio da distribuição de dividendos intermediários de aproximadamente R$ 2 bilhões a serem pagos em abril.

    No quadro mais amplo, o Ibovespa operou na defensiva, movido por leitura acima do esperado para a geração de empregos no Caged de janeiro, acendendo a luz para mais inflação com o mercado de trabalho ainda aquecido, observa Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos. “Mercado acredita que queda de popularidade do governo pode resultar em mais gastos públicos”, acrescenta. “Na agenda de resultados corporativos, atenção se volta para os números da Petrobras, que serão divulgados após o fechamento de hoje”, acrescenta.

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