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Petropolitano acusado de golpe de Bitcoin é extraditado da Suíça para os Estados Unidos
O petropolitano Douver Torres Braga, de 48 anos, acusado de golpe de Bitcoin, foi extraditado da Suíça para os Estados Unidos, segundo informações do Jornal O Globo. De acordo com a publicação, Douver enfrenta 13 processos nos Estados Unidos por fraude eletrônica e conspiração, ligados a um suposto esquema criminoso de investimentos em Bitcoins, conforme informou o Departamento de Justiça (DoJ) americano.
Ainda de acordo com o Jornal O Globo, o petropolitano compareceu, na última sexta-feira (21), ao Tribunal Distrital de Seattle e se declarou “inocente”. A procuradora Teal Luthy Miller diz que Douver foi responsável por comandar um tipo de golpe que “remonta a mais de um século”, o das pirâmides financeiras, mas que ele o atualizou com a “novidade mais quente” das criptomoedas. A acusação foi apresentada ao júri americano em outubro de 2022.
Com a prisão de Douver na Europa, conduzida pelo FBI e pela unidade de investigação criminal do Internal Revenue Service (IRS), o julgamento do petropolitano foi agendado para o dia 28 de abril. Ainda segundo a publicação do Jornal O Globo, caso seja condenado, ele poderá pegar até 20 anos de prisão.
Venda de equipamentos de som para carros
Douver iniciou a carreira vendendo equipamentos de som para carros em Petrópolis, sua cidade natal. Já em 2016, quando já morava nos Estados Unidos, ele fundou o Trade Coin Club (TCC), empreendimento que prometia altos lucros a investidores a partir de transações em criptomoedas.
Segundo o Jornal O Globo, ele anunciava em conferências ao redor do mundo, que sua empresa teria criado um robô que fazia “milhões de microtransações” com Bitcoins, a cada segundo. Isso teria atraído mais de 100 mil investidores que aportaram no negócio 82 mil Bitcoins, avaliados em US$ 295 milhões, o equivalente a R$ 1,7 bilhão.
Para a Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês) que investigou o caso e moveu uma ação civil contra Douver no Tribunal do Distrito Oeste de Washington, em novembro de 2022, o empreendimento era um “esquema fraudulento internacional”. A Comissão acusa o petropolitano de ter enganado os investidores e ter ficado com boa parte do dinheiro.
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