• Morte súbita no esporte pode não ser fatalidade

  • 23/fev 08:00
    Por Prof. Luiz Carlos Moraes

    O esporte em si não mata. O que mata são os excessos, uso de drogas, doenças não diagnosticadas corretamente e/ou não tenha sido dada a devida importância. Embora a Morte Súbita na corrida de rua pareça baixo, 0,58 a 2,00 e Paradas Cardíacas entre 1,01 a 2,60 por 100.000 corredores (Araújo 2020), é um fato que causa muita dor nos amigos e familiares, além de muita repercussão nas redes sociais.

    Quando morre um corredor não faltam comentários do tipo: “morreu fazendo o que gostava”. Por que não é uma fatalidade? A maioria dessas mortes podem ser evitadas com exames médicos de rotina como perfil de laboratório (sangue, fezes, urina), eletrocardiograma, Raio X do Tórax, Holter 24 horas, Ecocardiograma com visão das carótidas e teste Ergométrico até a exaustão.

    “Testes Sub-Máximos deixam de diagnosticar até 39% das desordens cardíacas” (Cooper 1987). Além dessas precauções ainda tem a questão da suposta superação quando ultrapassa o senso de responsabilidade. Cruzar a linha de chegada se arrastando, trôpego a qualquer custo colocando a própria vida em risco, não chamo isso de superação. Na maratona de São Paulo 26/01/25 morreu um corredor de 52 anos inscrito na prova de 10 km. Em Petrópolis, no ano passado, uma corredora de 42 anos faleceu após sofrer mal súbito no circuito de lazer. O fato é que: os índices podem ser baixos em relação a quantidade de gente que corre no mundo inteiro. Em média um a cada 100 mil corredores. Quem quer ser esse UM? Portanto, cuide-se! Faça exames médicos de rotina! A vida é uma corrida que ninguém quer chegar primeiro. A vida é muito curta! É um sopro.

    **Literatura Sugerida: MATHEWS,Simon. et all. Mortaly. Among Marathon Runners in The United Satates, 2000-2009. The American Journal of Medicine (2012).

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