Roubos de carga cresceram 60% em Petrópolis em 2017, aponta FIRJAN

Quinta Feira, 08 de Fevereiro de 2018


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Foto ilustrativa: Reprodução Internet

A Rodovia Washington Luiz (BR-040), principal rota de ligação entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, e que corta o município de Petrópolis, é uma das vias com maior número de registros de roubos de cargas, segundo o estudo “O impacto econômico do roubo de cargas no estado do Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema FIRJAN. O levantamento mostra que em 2017 foram registradas 26 ocorrências do crime em Petrópolis, número 62,5% maior do que no ano anterior, quando foram registradas 16 ocorrências. 

Em todo o Rio de Janeiro foram 10.599 casos de roubo de cargas no ano passado, o equivalente a um crime a cada 50 minutos e estimativa de prejuízo de R$ 607,1 milhões. Na comparação com 2016, o aumento no número de roubo de cargas foi de 7,3%. Os 26 casos registrados em Petrópolis representam prejuízo de R$ 1,5 milhão.

A BR-040 está no grupo de cinco rodovias fluminenses com maior incidência do crime de roubo de cargas: BR-101/Avenida Brasil, BR-101/Niterói-Manilha, BR-116/ Presidente Dutra e BR-493/Arco Metropolitano. Em comum está o fato de todas possuírem trechos em que há presença do crime organizado, que nos últimos anos vem utilizando o roubo de cargas como fonte de financiamento do tráfico de armas e drogas. Das 138 delegacias da Polícia Civil no estado, 11 concentraram mais da metade das ocorrências de 2017.  

Apesar do aumento geral na comparação com o ano anterior, houve redução das ocorrências a partir de agosto de 2017, depois da implementação do Plano Nacional de Segurança Pública: os 4.511 casos observados de agosto a dezembro representaram uma queda de 10,2% em relação ao mesmo período de 2016. 

No entanto, a FIRJAN defende que a atuação conjunta dos governos federal e estadual precisa ser reforçada, uma vez que 37 caminhões foram roubados por dia no estado do Rio somente em dezembro. 

A Federação das Indústrias aponta, em seu Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio 2016-2025, o enfrentamento desse crime como indispensável para a recuperação da economia fluminense. Isso porque, além de servir como fonte de financiamento de outras atividades criminosas, o roubo de cargas possui impactos diretos na atividade produtiva, geração de empregos, arrecadação de tributos e atração de novos investimentos.

O Sistema FIRJAN, em conjunto com mais de 100 entidades, liderou em 2017 o Movimento Nacional Contra o Roubo de Cargas – Carta do Rio de Janeiro, que aponta nove ações prioritárias para o combate a esse tipo de crime. Entre elas estão o endurecimento das penas para os crimes relacionados a roubo de cargas, como a receptação de mercadorias roubadas, com cassação do CNPJ da empresa envolvida; maior atuação na proteção das fronteiras nacionais e maior atuação integrada das forças de segurança, em todos os níveis de governo. 

Uma das ações propostas pelo movimento já foi implementada: a proibição de comercialização de bloqueadores de sinal de radiocomunicações (jammer), medida aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) a partir da mobilização da sociedade civil organizada.


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