Protesto contra más condições de transporte público fecha subida da Serra por mais de 2h

Por: Arthur Vieira

Segunda Feira, 15 de Janeiro de 2018


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Foto: Bruno Avellar

Uma manifestação fechou o trânsito da BR-040 por mais de duas horas, na tarde desta segunda-feira (15), na região do Duques. Para reivindicar mudanças no itinerário da linha de ônibus da comunidade, alegando insegurança pelo trajeto, moradores atearam fogo em madeiras e entulho, e impediram a circulação dos veículos que subiam a Serra, a partir do km 83 da rodovia. 

O protesto começou às 11h com a interrupção da operação de transporte público. Três ônibus da empresa PetroIta foram impedidos de deixar o ponto final, pelos moradores. Duas horas depois, os manifestantes decidiram fechar a rodovia no sentido Juiz de Fora. Milhares de motoristas que subiam a Serra ficaram presos no congestionamento. O bloqueio foi montado às 13h. Para impor o fechamento da autoestrada, os moradores incendiaram barricadas. 

“Sabemos que estamos provocando um transtorno, mas é só assim que podemos ser vistos. Somos moradores do Duques, e ninguém enxerga a gente. Sempre reclamamos mas nunca nos deram ouvidos. Hoje estamos aqui, fazendo isso, para mostrar que nós queremos ter voz”, explicou Eliziette Moreira. 

A comunidade hoje é atendida por duas linhas de ônibus. Entre elas a 412, que para chegar ao bairro passa pela comunidade Espírito Santo, no Quitandinha. O maior pedido dos moradores é que o coletivo deixe de passar por lá, e tenha como opção de trajeto o Alto da Serra. “Não queremos que passe pelo 28 (se referindo à Espírito Santo), porque consideramos um local inseguro para que nós, passageiros, sejamos obrigados a passar durante a noite. Antes não precisávamos disso, pois o ônibus passava pelo Alto da Serra. Só queremos isso de volta. Queremos mais dignidade e menos insegurança”, explicou Leazi Poderoso, presidente da Associação de Moradores do Duques.

Segundo moradores, a reivindicação já é antiga. “Tem mais de dois anos que nós estamos pedindo isso. Ninguém nos dá ouvidos. Além disso temos sempre ônibus velho, quebrado, precisamos de uma solução”, completou Leazi. 

O estopim para a manifestação foi uma suposta tentativa de assalto sofrida num ônibus da linha 412, no último sábado, enquanto passava pela Rua Espírito Santo. “Era o último horário. Um homem disse que seu celular caiu no chão porque o motorista estava correndo muito. Sendo que o motorista estava normal. Aí esse homem ameaçou e disse que teriam que dar R$ 100 para que ele pudesse consertar o celular, se não ninguém sairia dali. Ele ameaçou matar quem fosse à Delegacia denunciar. Todos ficamos apavorados, e decidimos juntar para para ele. Sorte que tinha bastante gente e conseguimos o dinheiro”, contou uma moradora, que ficou com medo de se identificar. Apesar do que foi narrado por vários moradores, nenhuma ocorrência foi registrada em delegacia. 

Por conta do engarrafamento a Polícia Rodoviária Federal não conseguia chegar ao local para liberar o trânsito rapidamente. Muitos motoristas – parados na longa fila em meio à serra, sem água e sem banheiro por perto – ficaram indignados. “Queremos seguir viagem, não temos nada com isso. Cadê a Polícia?” questionou Agenor Gomes, que mora em Três Rios e estava vindo do Rio a trabalho. O trânsito só foi parcialmente liberado depois que uma viatura da Polícia Militar, do 26o Batalhão, chegou ao local. Com o tempo, mais reforço da PM foi chegando, até que uma equipe da Polícia Rodoviária chegou. No entanto, apesar de liberar parcialmente o trânsito, moradores só retiraram as barricadas depois que o presidente da CPTrans – Maurinho Branco, chegou ao local. 

Maurinho se comprometeu a negociar com os moradores, e resolver o problema. Representantes da comunidade e a líder – Leazi Poderosa -, foram convocados para uma reunião na sede da companhia, para definir a solução para o caso. Somente a partir desse acordo o trânsito foi aberto por parte dos moradores. Apesar do princípio de tumulto, ninguém se machucou, e tudo ocorreu bem. 

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