Defesa de Paulo Igor diz que dinheiro encontrado pela polícia era de venda de imóvel

Por: Redação Tribuna

Sábado, 14 de Abril de 2018


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Foto: Alexandre Carius

Os advogados do vereador Paulo Igor vão entrar com habeas corpus pedindo para que ele seja solto e responda ao inquérito em liberdade. Entre os argumentos está o fato de o processo ter sua origem há mais de cinco anos e, por isso, segundo os advogados, não se justifica a prisão preventiva. Além disto, a defesa vai apresentar um pedido para que a desembargadora Katya Monnerat reconsidere sua decisão de prisão e caso a mantenha, vai pedir que seja apreciado pelo colegiado do Primeiro Grupo de Câmara Criminais do Tribunal de Justiça do Estado Rio de Janeiro. 

Sobre o dinheiro encontrado na casa do vereador, R$ 155 mil e dez mil dólares, o advogado Afonso Destri, que atua em conjunto com a advogada Isabela Selano, disse que é resultado da venda de um imóvel do pai de Paulo Igor. De acordo com o advogado, parte do dinheiro da venda foi depositado na conta e outra parte pago em dinheiro. “Como qualquer pessoa que tenha um volume grande de dinheiro em casa, ele colocou em local escondido”, comentou o advogado, citando a situação de insegurança em que vive a sociedade. 

Afonso Destri disse que, ao contrário do que foi noticiado, de que a polícia encontrou o dinheiro, foi o vereador Paulo Igor que falou aos policiais sobre o dinheiro guardado, indicando onde estava. “Ele contribuiu com os agentes. Desta forma, fica claro que Igor contribuiu com a polícia e não da maneira como noticiado, como se estivesse escondendo o dinheiro”, comentou. 

Para mostrar que o dinheiro é lícito, os advogados afirmam que vão apresentar todos os documentos, inclusive a declaração de renda do vereador. “É importante deixar claro que Paulo Igor responde por uma ação que investiga fraude em licitação e não sobre o dinheiro. O dinheiro encontrado não está sendo investigado e muito menos o seu destino” explicou o advogado. 

Com relação ao fato de o vereador Luiz Eduardo (Dudu) está foragido, o advogado Afonso Destri disse que não prejudica e nem ajuda o seu cliente, vereador Paulo Igor. Ele afirmou que, apesar de o processo ser o mesmo, cada um responde separadamente. O advogado comentou ainda que, atualmente no país, a prisão virou regra e isto precisa ser revisto, assim como a “demonização da política”, lembrando que num processo democrático somente é possível solucionar problemas por meio da política.

Presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, Paulo Igor foi preso em sua casa, no Morin, na última quinta-feira, durante operação realizada pela Polícia Fazendária e pelo Ministério Público. Ele foi levado para o presídio, em Benfica, em cumprimento a decisão do Tribunal de Justiça, com base em processo que trata de supostas irregularidades no processo de contratação de serviços terceirizados da empresa Hope/Elfe, em 2012. A decisão determina também o afastamento do vereador da função pública. 

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