Crianças podem ter até 12 infecções no primeiro ano de vida escolar

Terça Feira, 13 de Fevereiro de 2018


Texto: A - A A +
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O início da vida escolar de uma criança vem acompanhado de muitas expectativas e novidades. A adaptação é emocional e também física, já que o contato entre os pequenos facilita também a contaminação por novos patógenos (microorganismos causadores de doenças).De acordo com estudos, cada criança pode desenvolver até 12 infecções por ano, média de uma por mês. Otites, sinusites e amigdalites estão entre as mais comuns no período em que os pais começam a levar os filhos para a creche ou o colégio.

Segundo a pediatra responsável pelo pronto atendimento pediátrico do Hospital SMH Beneficência Portuguesa, Flávia Marzullo, cuidados básicos com o bem-estar e a higiene são fundamentais para amenizar o impacto dessa nova etapa na vida das crianças. Ela explica que no período em que os pequenos precisam começar a frequentar a escola, o organismo ainda não tem o sistema de defesa completamente formado.

“Na primeira infância, até os três anos, o sistema imunológico não está todo formado, por isso, as crianças são mais suscetíveis às infecções”, explica Flávia Marzullo. A dica da especialista é para que a criança tenha uma boa alimentação, durma em média de 11 a 12 horas por noite e esteja sempre com a vacinação em dia. A higiene é outro fator importante, especialmente na fase de berçário.

“Existe a troca de saliva, quando a criança pega um brinquedinho e leva à boca. Tem ainda as trocas de fraldas, o nariz que escorre... A contaminação nessa faixa etária é muito facilitada, sendo imprescindível que os cuidadores lavem sempre as mãos e zelem pelos detalhes”, orienta a médica pediatra, acrescentando que os pequeninos que mamam no peito estão em vantagem, por receberem os anticorpos do leite materno.

A jornalista Andréa Barros lembra da época em que a filha, Maria, entrou na escola.

“Ela tinha um ano e 8 meses. Já na segunda semana de aula teve quase tudo que foi ‘ite’: sinusite, rinite, gastroenterite... Foi um período muito difícil e que se prolongou por um ano e meio”, relata a mãe, que muitas vezes precisou deixar a filha em casa para evitar a contaminação das outras crianças. Essa é mais uma recomendação da pediatra:

“Sabemos da correria do dia a dia, mas este esforço da família é essencial. Hoje você está protegendo, amanhã você vai ser protegido”, ensina Flávia Marzullo.

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