Aids — o preconceito agride mais que a doença

Por: Paiva Netto - Radialista e jornalista

Quinta Feira, 14 de Dezembro de 2017


Texto: A - A A +
Compartilhar:

O organismo humano é a mais extraordinária máquina do mundo. Mesmo assim, falha. Contudo, com Amor, até os remédios passam a ter melhor resultado. Por isso mesmo, a decisão da Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU, de instituir, desde outubro de 1987, o primeiro de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids, é de enorme importância. Tanto que, no ano seguinte, nosso país adotou a data por meio de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

Nossos Irmãos que padecem com o vírus HIV e os que sofrem de outros males físicos, mentais ou espirituais precisam, em primeiro lugar, de Amor Fraterno, aliado ao socorro médico devido. Se a pessoa se sentir espiritual e humanamente amparada, criará uma espécie de resistência interior muito forte, que a auxiliará na recuperação ou na paciência diante da dor. Costumo afirmar que o vírus do preconceito agride mais que a doença.

Aos que sofrem o abandono a que foram relegados por antigos correligionários, por amigos de discussão intelectual e até mesmo pelos seus entes mais queridos, o conforto destas palavras do saudoso dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), cardeal arcebispo emérito de São Paulo, na sua tocante obra Da Esperança à Utopia — Testemunho de uma Vida: “A graça de Deus não esquece ninguém nem se regula por crachás. Basta lembrar o segundo capítulo do livro Gênesis para sentir como o sopro de Deus infunde vida ao ser humano e lhe dá como companheira a Esperança por toda a vida. (...) Afinal, o mundo é de Deus, e Deus está presente no coração de cada pessoa, por menos que esta O sinta ou O exprima de viva voz. (...) A utopia é a união de todas as esperanças para a realização do sonho comum. Se realizarmos este sonho, teremos construído uma nova realidade”.

Longe do Amor Fraterno, ou Respeito, se assim quiserem apelidá-lo, o ser humano jamais saberá viver em Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, porque a sua existência ficará resumida a um terrível “cosmos”, o mesquinho universo do egoísmo. Por esse motivo, escreveu o pensador e sociólogo francês Augusto Comte (1798-1857): “Viver para os outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”. Trata-se de uma lição que ninguém deve esquecer em circunstância alguma.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

Posturas Excludentes II

“Deve o cidadão desistir de sua consciência e se dobrar ao legislador? Por que então estará dotado de uma consci&ecir...

Caprichos da História

É a História e seus caprichos. A antiga guerrilheira repete o gesto do último presidente militar. Como João Figueiredo, qu...

A memória de Carmen Cinira

Sua espontaneidade poética era tão grande que ela própria acreditava serem os seus versos de origem mediúnica, já q...

Detran presente estreia em Petrópolis

Quando cheguei ao Detran-RJ, no início deste ano, verifiquei que existiam muitas demandas que não estavam sendo atendidas em vári...

Polêmica I: licença ambiental

Encontrei na página da Tribuna de Petrópolis do dia 21.09.2017 uma matéria intitulada “Licença Ambiental Municipal S...

A crise afeta o desemprego sim!

Para quem diz que a crise não afeta o emprego, os números provam o contrário. Nos últimos doze meses foram mais de 1,2 mil...